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OGUM
Lenda:
Após retornar de suas batalhas vitoriosas
e depois de numerosos anos ausentes. Ogun decidiu voltar a irê
(primeira cidade construída e sob governo de seu filho) quando chegou
teve a impressão que ninguém o reconhecia, tentou conversar com seus
súditos e foi ignorado. Ogun cuja paciência é pequena, enfureceu-se com
o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com
golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a
cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho
apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas. Quando seu filho
lembrou-o que este dia era sagrado e as pessoas não podiam falar por
ordem do próprio Ogun.
Ogun então lamentou seus atos de violência
e declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre em
direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira
assustadora. Porém antes de desaparecer pronunciou algumas palavras.
Palavras ditas por nós, filhos de ogun para aclamarmos sua defesa. Caso
estejamos em perigo.
Outra lenda nos fala sobre de um dos
combates contra sua ex-esposa oyá no qual entre dois golpes deferidos
por ambos ao mesmo tempo , ogun se transformou em sete (mejê) e oyá em
nove (mesan).
Arquétipos:
Os filhos de ogun
possuem temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e
custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na
comida, no vestir, nem tampouco da moradia, com raras exceções são
amigos, porém estão sempre envolvidos com demandas, são mestres do
atirar verde pra colher maduro, as vezes muitos desconfiados. Despertam
sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais,
mas não tendem a ser fiéis. Possuem uma energia física muito grande,
raramente adoecem, seu lema principal é vencer na vida, não importando
qual tipo de trabalho ou esforço para conseguir seus ideais.
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